Imagine se uma pessoa fosse atingida por um acelerador de partículas

Imagine se uma pessoa fosse atingida por um acelerador de particulas

Imagine se uma pessoa fosse atingida por um acelerador de partículas, pois foi exatamente isso que aconteceu com um Cientista russo que  sofreu um acidente de trabalho e teve a cabeça atingida por um feixe de prótons de alta radiação.

Esse é um daqueles casos quase inacreditáveis demais para acreditarmos. Em 1978, o cientista russo Anatoli Petrovich Bugorski teve a cabeça atravessada pelo feixe de prótons de um modelo de acelerador de partículas do programa soviético – e, incrivelmente, sobreviveu para contar a história.

Enquanto realiza uma manutenção no equipamento, Bugorski acidentalmente colocou a cabeça por onde passava o feixe de alta radiação. A faixa de prótons entrou na parte traseira do crânio do cientista e saiu perto da altura do nariz. Bugorski disse, na época, não ter sentido nenhuma dor, mas contou ter visto um flash “mais brilhante do que mil sóis”.

Como esse era um acidente sem precedente, Bugorski foi levado para um hospital e ficou semanas em observação e acompanhamento médico. Pelo alto nível de radiação do feixe de prótons, ninguém poderia acreditar que o físico fosse sobreviver.

A parte do rosto que foi atingida pelo raio queimou, atravessando o crânio e o tecido cerebral. O lado esquerdo da face do cientista ficou inchado, e ele também perdeu cabelo. Apesar disso, ele sobreviveu e com consequências menos graves do que qualquer um poderia imaginar.

Imagine Um feixe de radiação na cabeça

Apesar de o feixe ter cruzado o cérebro, Bugorski não teve sua capacidade intelectual prejudicada ou reduzida em nenhuma forma, e o cientista chegou a concluir um PhD após esse incidente. Porém, o físico perdeu a audição do ouvido esquerdo, que passou a produzir um ruído desagradável e constante a partir de então.

O efeito colateral mais curioso, entretanto, é o que aconteceu com o rosto do cientista. O lado esquerdo foi ficando lentamente paralisado nos dois anos seguintes ao acidente e congelou no tempo. Hoje, Bugorski tem apenas um lado do seu rosto envelhecido, enquanto a outra metade parece não ter sentido a passagem dos anos.

Ele continua vivo, é casado e tem um filho, mas infelizmente não há fotos recentes do cientista para quem gostaria de ver como ele está hoje.

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